Renata Rimet

Inspiração guardada não respira, verso é vício e vice versa...

Textos


A história da vida não tem título

Viveu pequenas histórias, de pequenas interrupções, eram feito pausas em vírgula, as vezes dava tempo de respirar fundo e retomar a mesma linha de raciocínio, outras vezes, parecia ter aportado em outro texto. Um dia a pausa se fez longa, o intervalo poderia ser uma luz, uma porta aberta para um mundo desconhecido e todas as possibilidades de redenção, teve medo, lembrou de sensações que não desejava reviver e finalizou o ato com um ponto final.

Respirou fundo, sentiu a liberdade do próximo passo, o receio de errar, e mesmo assim seguiu em frente. Pulou duas linhas e iniciou um novo parágrafo, nada escreveu, apenas deixou a sentença aberta, feito as possibilidades que poderiam ou não surgir...

Passou a observar o colorido a sua volta, sentiu que o cerébro  recebia oxigênio suficiente para que as suas ideias pudessem fluir, e seu primeiro registro foi exatamente a definição da vida que deixou para trás:

O aparvalhamento é um processo de auto anulação, em geral iniciado na desatenção a si próprio, abrindo cotidianamente mão da opinião e entendimento de coisas e situações, seja por constante situação de repressão, crítica de carater negativa e julgamento de ações e atitudes que ao longo do período observado depreciam largamente o seu modo de compreensão de mundo, fazendo acreditar tratar -se de um ser humano incompetente e dependente de outro para realização de toda e qualquer ação.

E seguiu em frente.

 
Renata Rimet
Enviado por Renata Rimet em 12/12/2018
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